Hoje abrimos com uma banda de East LA, os The Village Callers e continuámos às curvas pelos States, para não variar. O progama rezou assim:
* The Village Callers - I Herad It Through The Grapevine
* Helene Smith - You Got To Be a Man
* George McRae - I Get Lifted
* Bunny Sigler - Great Big Liar
* Frank Williams and the Rocketeers - The Spanish Flyer
* Panic Buttons - O Wow
* Cookin' Bag - This Is Me
* Freddie and the Kinfok - Mashed Potato, Pop Corn
* Ron Bufford - Deep Soul Pt.1
* The Stovall Sisters - Hang On In There
* Eli Paperboy Reed & The True Loves - Doin' The Boom Boom
* Baby Charles - I Bet You Look good On The Dancefloor
* Kokolo - Vote Black President
* The Diplomats of Solid Sound feat. The Diplomettes - Hurt Me So
* The Village Callers - When You're Gone
* Joe Bataan - Poor Boy
* The Beginning of The End - Funky Nassau (Pt.2)
segunda-feira, maio 19, 2008
Playlist de 19 de Maio de 2008
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sexta-feira, maio 16, 2008
Parabéns Mr. New York, Senõr Joe Bataan!

Este senhor nasceu para o mundo a 15 de Maio de 1942, no Hospital de Harlem, tal como um dos seus heróis musicais, Tito Puente.
O nome de baptismo foi Peter Nitollano. Filho de mãe Afro-Americana e pai Filipino, esta família depressa se instalou nas ruas espanholas de Harlem. Crescer em Nova Iorque nos anos 50 foi, segundo o próprio, habitar um palácio musical. Havia música por todo o lado – nos apartamentos, nas ruas, nos carros, nos parques, nos táxis…E havia também muita pobreza. Joe abandonou a Commerce High School logo durante o primeiro ano e juntou-se a gangs, tais como os The Dragons e os the Young Copasetics. Tornou-se num lutador de rua – e dos duros – facto que lhe valeu a alcunha de Afro-Filipino Sugar Ray. Ele lembra que “as miúdas eram a principal razão das lutas”. Mas em 1959 foi apanhado a conduzir um carro roubado, sendo sentenciado a 5 anos de prisão na Coxsackie State Prison. Aqui, Joe aprendeu as bases da música: “A música foi a minha salvação. Ensinou-me disciplina.”
Durante este período decidiu que queria escrever canções que levantassem a moral e inspirassem os mais necessitados.
Quando saiu da prisão, Joe regressou às ruas de Harlem com a sua nova banda, os Latin Swingers. Fizeram uma audição para um contrato mas George Goldner, o patrão da Cotique Records, não apreciou o seu tom lírico. “Quando ele me conheceu, não queria que eu continuasse a cantar. Ainda bem que não segui o seu conselho.” Goldner disse-me: “tens de ser mais selvagem.” Ele queria que eu cantasse mais ao estilo James Brown, e eu respondi “That’s not my style.”
Por sorte, Jerry Masucci reconheceu a sublime melancolia da sua voz e assinou com ele imediatamente para a Fania. Durante 5 anos, Joe gravou 8 épicos álbuns para essa editora, tornando-se no indisputado King of Latin Soul. Nas suas canções os temas mais recorrentes são as tragédias e as vitórias do dia-a-dia, facto que atraiu e continua a atrair muito público que facilmente se identifica com as suas letras.
Nova Iorque é a sua cidade e ele canta-a com extrema empatia e afecto. Gil Scott-Heron, por exemplo, nomeou-o “Mayor of the Neighbourhood” e mesmo os mais exigentes críticos da música Latin Soul e Boogaloo continuam a venerar o seu trabalho. A música de Joe Bataan atingiu tal respeito e admiração porque exprime emoções intemporais e sentimentos que atingem toda a gente.
O que eu ando a ouvir – e não consigo parar – é esta excelente compilação da VampiSoul: Young, Gifted and Brown – Joe’s Sweet Soul Singin’.
Recomendada para todos os amantes da melhor Soul, com pitadas Latin. A loucura Boogaloo tão habitual nos trabalhos de Joe Bataan ficou de fora. Esta compilação é baseada no seu álbum “Singin’ Some Soul” de 1972 e inclui quase todos os seus clássicos Soul. Altamente recomendado é também o seu último trabalho para a VampiSoul – Call My Name (2005), onde Joe Bataan mostra que, para ele, cantar é como andar de bicicleta. Acompanhado por alguns músicos da Daptone (os mesmos que acompanham a rainha Sharon Jones e mais recentemente Amy Winehouse), Joe regressa pela passadeira vermelha e entrega doses massivas de energia e de sedução em histórias que só ele poderia contar. Há mesmo que diga que apesar de Bataan é como o vinho do Porto.
Feliz Cumpleaños! Longa Vida a señor Bataan!
mais informação em http://www.joebataan.net/ ou www.myspace.com/joebataan
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segunda-feira, maio 12, 2008
Playlist de 12 de Maio de 2008
Mais uma vez cá estamos, não é verdade?
E mais uma vez distribuí pelas colunas autêntico mel produzido pelas nossas abelhinhas amigas. Aqui vai a playlist. Ou melhor, enfiem o dente neste favo:
* Joe Bataan - What Good is a Castle
* Bob & Gene - I Can Be Cool
* Donovan - Get Thy Bearings
* Doris Duke - I Can't Do Without You
* Mike James Kirkland - It's Alright With Me
* Marva Whitney - This Girl's In Love With You
* Clara Ward - Dead End Street
* Helene Smith - A Woman Will Do Wrong
* Betty Davis - They Say I'm Different
* Getto Kitty - Stand Up And Be Counted
* Walter Heath - You Know You're Wrong
* Sharon Jones & The Dap-Kings - Answer Me
* Bob & Gene - I Gotta Find a Way
* Jon Lucien - I Am Now
* Joe Bataan - Ordinary Guy
* James Brown (Live At The Apollo) - I Don't Mind
(Não se esqueçam, repete aos domingos à mesma hora!)
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segunda-feira, maio 05, 2008
Playlist de 28 de Abril de 2008
* Sharon Jones & the Dap-Kings - How Do I Let a Good Man Down?
* Baby Charles - I Bet You Look Good On the DanceFloor
* Nicole Willis & the Soul Investigators - If This Ain't Love
* Diplomats of Solid Sound feat. the Diplomettes - Hurt Me o
* Sharon Jones & the Dap-Kings - Let Them Knock
* Marvin Gaye - A Funky Space Reincarnation
* Rance Allen - Reason To Survive
* Leon Thomas - Just In Time To See The Sun
* Minnie Riperton - Perfect Angel
* Harmonica Paul - Motherless Child
* James Brown - Night Train
* Professor Longhair - Big Chief
* Hank Ballard - Blackenized
* Sharon Jones & the Dap-Kings - This Land s Your Land
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